Nossa História


FUNDAÇÃO

 

COMO TUDO COMEÇOU

 

*Contado pelo Fundador do Grupo o Ch Cergio L. M Carvalho

 

*Tudo começou com a ideia do ch. Cergio carvalho, que vendo a grande quantidade de jovens na vila Piratini na faixa de 7 a 12 anos sem ter qualquer atividade para ocupar o tempo e pelo desejo de ter sido escoteiro quando jovem e não tendo tido a oportunidade, resolveu convidar seu colega de trabalho Vitor Mello Ferreira Filho – Vitinho, para criarem um grupo escoteiro. De imediato entraram em contato com o Sr. Alceu Silveira Machado, supervisor do almoxarifado da Aços Finos Piratini, onde trabalhavam e que era escotista e membro da união dos escoteiros do Brasil, comunicando o fato. Orientados pelo mesmo, logo foram tomando as primeiras providencias, como local, e documentação. Na semana seguinte entraram em contato com o Sr. Geraldo Theisen, presidente da AFAÇO (Associação dos Funcionários da Aços Finos Piratini S.A.), que de imediato acolheu a ideia e colocou a entidade como patrocinadora do futuro grupo escoteiro, assim como já encaminhou documentação a UEB-RS para enviar um representante para uma palestra na comunidade. Nesse mesmo tempo mais dois colegas da empresa, Srs. Jose Antonio de Oliveira conhecido como ch Zé, e Jorge Luiz Wolff conhecido como ch Wolff, também procuraram o presidente da afaço com o mesmo objetivo, criar um Grupo Escoteiro. Comunicado do andamento das negociações junto a UEB, os dois procuraram o ch. Cergio e juntos, os quatros, deram início a formação do grupo.

 

PRIMEIRAS REUNIÕES DE FORMAÇÃO DO GRUPO

 

Cartas comunicando o fato, local e o dia da reunião com o representante da UEB, foram encaminhadas a todos os colegas de serviço com filhos na faixa etária de 7 a 12 anos, moradores da vila Piratini. Nesse meio tempo o Sr. Jefferson kras Borges, presidente do clube Piratini entrou em contato com o ch. Cergio da possibilidade de transferir o futuro grupo escoteiro para o clubinho, onde foi comunicado que já estava tudo acertado para funcionar na afaço, mas que ele entrasse em contado com o Sr. Geraldo e o que eles decidissem estava bom, desde que o grupo fosse aberto a toda a comunidade e não só aos associados, acertados e condições aceita, o futuro grupo escoteiro passaria funcionar nas dependências do clube Piratini, onde foi criado o departamento de escotismo do clube. A reunião realizou-se no quiosque do clubinho com grande participação de pais. A palestra foi proferida pelo ch Lino que ao adentrar ao salão lotado, fingiu tropeçar e foi até o centro do quiosque quase caindo, isso como artimanha para quebrar o gelo entre os presentes que o aguardavam com muita expectativa, e nessa mesma noite o grupo que já era de quatro pessoas teve mais as adesões dos senhores Ademir Scarpatti e Airtom Junglebut, (único que tinha experiência como escotista em grupos de santa cruz do sul) e o ch. José Antonio como escoteiro na cidade de são Jerônimo, essa a turma que iria trabalhar com as crianças, em seguida outros adultos viram a fazer parte das primeiras chefias dos ramos como: o casal Oscar e Vera Ruphenttal, Everaldo da Silva, Rosangela Faria (bagheera) e Roseli Faria (kaa). Foi deixado pelo representante da região alguns livros sobre escotismo que ficou aos cuidados do Airton para dar uma olhada.

Semana seguinte mais uma reunião no quiosque, com toda a turma da reunião anterior, sem o representante da UEB, mas com mais pais interessados, onde algumas decisões importantes foram tomadas como definição de equipe técnica e comissão executiva, assim como o nome do grupo (Charqueadas, Piratini e Jacuí), escolhido pela maioria o ultimo citado, Jacuí.

O primeiro curso foi realizado no final do mês de maio, preliminar lobinho, feitos pelos futuros chefes lobinhos Cergio e Vitor. O mais importante desse curso foi a conversa entre o ch. Cergio e a ch. Sandra do grupo escoteiro caiapós, onde Sandra ofereceu-se para fazermos um acampamento entre os dois grupos nas dependências do clubinho onde nos passariam seus conhecimentos de escotismo no trabalho com as crianças e todos os tipos de informações possíveis para o bom andamento do Jacuí, acampamento que aconteceu nos dias 23/24 e 25 julho de 1982, tornando-se assim o caiapós nossos padrinhos, curiosidade foi o fogo de conselho que não teve fogo, só fumaça, ocasionadas pelas três latas de azeites na tentativa de acender o fogo, ris, e os três dias de chuva fina, coisa que passou a ser constante em nossos acampamentos. A primeira reunião com as crianças aconteceu com os lobinhos no primeiro final de semana de junho de 1982 e na semana seguinte com a tropa escoteira, desde então até hoje o grupo vem funcionando de maneira ininterrupta.

 

PRIMEIRAS ATIVIDADES IMPORTANTES DO JACUÍ

 

Um ano após estar funcionando o grupo sediou uma indaba, tendo participado dela a grande maioria dos grupos de porto alegre e grande porto alegre que fazia parte do segundo distrito escoteiro. Teve início às nove horas de um Domingo e encerrada as 17h, onde mais uma vez a chuva participou de todo o evento. Curiosidade que o grupo escoteiro do mar passo da pátria de POA resolveu vir de barco até charqueadas, chegando ao finalizar o evento. O almoço ficou a cargo de uma comissão de pais do Jacuí coordenada pelo senhor Paulo Lippamann, um delicioso sopão.

–         ELO REGIONAL EM CAMPO BOM

–         OUTUBRO DE 1984

–         Participação do ELO regional (escoteiros locais em operação), na cidade de campo bom, onde o Jacuí ganhou quase todos os troféus em disputa, tanto na tropa escoteira como com os lobinhos.

 

APARATOS DA SERRA

 

Fevereiro de 1985, JORNADA DE UMA SEMANA PELOS APARATOS DA SERRA E DESCIDA DO ITAIMBEZINHO, nos preparativos os chs. Scarpatti e Wolff e na pratica pelo ch. Wolff, já que ch. Scarpatt não pode participar do evento, que contou com a participação de 4 ch. (Wolff, José Antonio, Cergio e Oscar) e 3 seniores (Serpa, Gomes e Zeca).

A preparação da equipe foi dividida em duas etapas, física: com jornadas de treinamentos da sede até o local denominado de passo da barca (30km) no município de arroio dos ratos e reuniões de planejamento logístico, onde o rancho foi todo dividido em gramas e distribuídos de forma uniforme entre os integrantes, pôr exemplo, na hora das refeições eram retiradas proporções iguais de cada mochila.

 

ALGUMAS CURIOSIDADES

 

Ch. Scarpatti levou de carro a equipe até rodoviária de POA onde pegamos o ônibus as seis horas da manhã para cambara do sul.

Em são Francisco de Paula fizemos baldeação de ônibus, ocasião onde houve um pequeno desentendimento entre nossos seniores e o cobrador do ônibus

Chegada em cambara foi pôr volta do meio dia onde alugamos uma Kombi que nos deixou a beira do cânion fortaleza pôr volta das cinco da tarde de sábado.

Domingo – reconhecimento do local, caminhada de 7km, ocasião em que fomos surpreendidos pôr uma chuva torrencial. A chuva inicia pouco antes do meio dia e só parou ao clarear o dia de Segunda. Durante a noite como a chuva era intensa e entrou água na barraca, nossa “briosa” tropa sênior, para tirar a água da barraca, teve a brilhante ideia de furar o fundo da barra com canivete, terminando pôr inunda-la pôr completo, ris

Segunda e Terça foi a caminhada do fortaleza até o Itaimbezinho pela beira do precipício, parte de cima RS, parte de baixo SC, num percurso de aproximadamente 60km subindo morro, descendo morro atravessando banhado, onde num deles o ch. Oscar perdeu os chinelos e ainda foi o responsável pelo primeiro contratempo, mesmo combinado de qualquer parada teria que ser feita pôr todos juntos, pois a qualquer momento sobe do precipício um forte nevoeiro, ch. Oscar (último da fila) em pleno nevoeiro para amarrar os tênis, claro que se perdeu do restante do grupo, onde pode se reunir novamente minutos mais tarde após intensa troca de apitos entre o grupo e o perdido. Nesse trajeto tivemos a oportunidade conhecer o cânion do malacara. Chegamos ao Itaimbezinho Terça ao anoitecer, acampamos e fomos descansar.

Quarta – Acordamos ao clarear do dia por um bando de gralhas, conhecemos alguns integrantes do G.E. Bento do Gonçalves (grêmio de POA) que estavam iniciando a descida do Itaimbezinho, para ver um local de montagem de uma farmácia, pois no ano seguinte teríamos o jamboree pan-americano em Osório e o ramo sênior teria que descer o cânion, nos garantiram na não possibilidade de fazer a travessia em um dia.

 

Quinta – Acordamos antes do amanhecer, tomamos um café reforçado com bifes e ovos e iniciamos nossa descida, sem antes o ch. Oscar Ter deixado uma lata de feijão na porta da barraca de um casal em lua de mel, com um bilhete dizendo que era para recuperarem as energias. A descida era feita em declive com paredes de três quatro metros onde íamos apoiando os pés, mas em uma delas o sênior Zeca empacou no meio da parede e não ia nem para cima nem para baixo, foi uma meia hora de conversa do ch Wolff e ch Zé para contornar a situação. Chegado ao fundo do cânion outra dificuldade, a água da grande cachoeira formava um lago o qual tínhamos de atravessado. Depois de muito estudo Wolff e Zé decidiram que atravessaríamos as mochilas pôr cordas para não ficarem molhadas, o que foi feito pôr mais de uma hora, ocasião então que o ch curioso e teimoso Oscar descobriu que em um determinado ponto podíamos passar com água no joelho. A primeira parte do cânion constituía – se de grandes pedras que muitas tivemos que escalá-las, ocasião em que a bermuda do ch. Cergio transformou-se em uma bela minissaia. A noite pegou-nos no final da primeira reta, onde forma-se um “ Y” com continuação para esquerda e sem saída pela direita. Como não tinha espaço para armar barraca dormimos escorados em pedras com um pequeno todo, enquanto ch. Oscar que tinha levado, pôr segurança para mantê-lo seco um valoro guarda chuva e o abriu pois começa uma fina chuva, mas não conseguimos dormir, mal acomodados, preocupação com o perigo da chuva e a noite toda o barulho de um animal em volta o qual não conseguíamos vê-lo, pela manhã descobrimos que ch.Oscar tinha colocado seu plástico para sentar em cima da toca do animal, sorte que o animal estava fora da toca. Acordamos com barulhos de pedras despencando de cima do paredão quebrando arbustos e se espatifando no fundo, o que nos fez rapidamente continuar nossa jornada. A chuva engrossou nosso desespero também, desse ponto em diante o cânion abria-se e transforma-se todo em pedras pequenas tornado a caminhada muito difícil e o rio que no início sumia sob as pedras começava a encher, logo estávamos com água quase pela cintura onde dávamos dois três passos e éramos carregados dez, quinze metros pela água, até que conseguimos sair. Reunidos começamos a caminhada em direção a cidade de praia grande, de onde pegaríamos ônibus de volta a POA Caminhavam e nada de sinal de civilização até que encontramos, as primeiras pessoas, que nos disseram praia grande ficar em torno de uns dez quilômetros, quase uma hora depois encontramos dois homens a cavalo, novamente a pergunta e a mesma resposta dez quilômetros, ris, continuamos nossa caminhada e finalmente algumas fazendas, sítios, nessa altura já estávamos divididos em dois grupos, os desesperados na frente e  o outro uns duzentos metros atrás, os mais esfomeados já estavam  comendo agrião que encontramos no caminho. Então o primeiro grupo foi parado por um senhor que perguntou se estávamos saindo do buraco, dissemos que sim e perguntamos pôr praia grande, adivinhem qual a resposta, sim, uns dez quilômetros, então perguntou se queríamos que nos levasse de carro, esperamos os marcha lentas chegarem e negociamos a corrida e finalmente ao final de tarde a tão esperada praia grande, mas as pessoas ao nos virem

 

Na calçada, atravessavam a rua, imagina como estávamos. Procuramos pelo padre da cidade que nos encaminhou pelo responsável pelo salão paroquial onde passamos a noite e um gostoso arroz com galinha na janta, e um bom banho de chuveiro de um cano sem chuveiro, estávamos desde Domingo comendo arroz com linguiça. Durante a travessia desde a saída da fortaleza, levantávamos ao clarear do dia, tomávamos café desmanchava acampamento, mochilas nas costas e caminhávamos até fim da tarde, nos alimentando-se de mariola e água. No final da tarde montávamos novamente acampamento, uns fazia a janta, outro o relatório do dia e outro o chimarrão, assim sucedeu-se de Segunda a Sexta.  Pegamos o ônibus no Sábado oito horas da manhã e chegamos em POA ao meio dia. Uma semana de uma bela aventura.

 

 

JAMBORE PANAMERICANO

 

Em 1986 participação quase total do grupo no jamboree pan-americano em Osório, com a participação de 15 mil escoteiros de todas as Américas, inclusive com a participação dos lobos, visto que paralelo ao jamboree acontecia um A R L (acantonamento regional de lobos, tendo a participação no evento de 20 lobinhos da Colômbia e onde o ch. Cergio participou da organização como convidado para ser assistente da comissária regional do ramo lobinho, senhora Holanda bina, responsável pela organização do evento.